19 Anos / 1.56m / 55Kg
Meu nome é Gisele Monteiro Borges, tenho 19 anos e sou candidata ao título de Miss Sul Catarinense pelo município de Rio Fortuna, Santa Catarina.
Muito antes de qualquer faixa ou coroa, eu sou uma mulher que aprendeu a correr atrás da própria história. Sou intensa, determinada, comunicativa e movida por sonhos grandes. Gosto de viver as coisas de verdade, de me entregar ao que acredito e, principalmente, de não esperar que as oportunidades simplesmente apareçam: eu vou atrás delas.
Sou uma mulher que valoriza profundamente minha família, meus estudos, meu trabalho e as pessoas que caminham comigo. Acredito que caráter vale mais do que aparência, que respeito nunca sai de moda e que ninguém chega realmente longe sem reconhecer quem esteve ao seu lado no caminho.
Tenho dentro de mim uma menina que ainda sonha, mas também uma mulher que já entendeu que sonho sem atitude é apenas vontade. Por isso, todos os dias procuro evoluir, aprender, trabalhar e me tornar alguém de quem eu mesma possa me orgulhar. Eu não quero apenas ser lembrada por aquilo que aparento ser. Quero ser lembrada por aquilo que transmito, pela forma como trato as pessoas e pela coragem de construir, com as minhas próprias mãos, a mulher que quero me tornar.
Meu maior sonho é construir uma vida da qual eu tenha orgulho. Quero conquistar minha independência, crescer profissionalmente, conhecer o mundo, trabalhar com aquilo que amo e, acima de tudo, poder olhar para trás e saber que eu não tive medo de tentar.
Tenho um sonho muito especial de construir minha trajetória na aviação e conhecer novos lugares, novas culturas e novas histórias. Para mim, viajar nunca significou apenas conhecer destinos; significa ampliar horizontes e descobrir o tamanho do mundo, e também o nosso próprio tamanho dentro dele.
O título de Miss entra nesse sonho como uma oportunidade de potencializá-lo. Porque uma faixa pode representar muito mais do que beleza: pode abrir portas, ampliar minha voz, conectar pessoas e me colocar diante de oportunidades que talvez eu ainda nem consiga imaginar. Se eu receber esse título, não quero simplesmente usá-lo. Quero honrá-lo. Quero transformar a visibilidade que ele proporciona em oportunidades de crescimento e mostrar que uma jovem pode sonhar grande, trabalhar por seus objetivos e chegar muito mais longe do que um dia imaginou.
Minha maior conquista, até hoje, é perceber que estou construindo minha própria independência e minha própria identidade.
Cada oportunidade de trabalho que conquistei, cada desafio que enfrentei, cada vez que precisei conciliar responsabilidades com estudos e projetos pessoais me ensinou que eu sou muito mais capaz do que imaginava.
Eu já tive momentos em que precisei começar de novo, mudar de direção e entender que nem todo caminho que planejamos será o caminho que vamos seguir. E hoje vejo isso não como fracasso, mas como amadurecimento.
Minha maior vitória foi aprender a não desistir de mim.
Isso me ensinou que conquista não é somente aquilo que conseguimos mostrar para os outros. Às vezes, a maior conquista acontece em silêncio: é continuar acreditando em si mesma quando ninguém mais está vendo. E é justamente por isso que hoje eu tenho orgulho da mulher que estou me tornando.
Minha relação com a imagem, com a beleza e com a comunicação começou muito antes deste concurso. Já vivi experiências em que precisei estar diante das pessoas, me comunicar, criar, me apresentar e entender como a minha imagem poderia transmitir aquilo que eu queria dizer.
Também tive experiências ligadas à música, eventos e redes sociais, que me ensinaram muito sobre presença, criatividade, público e comunicação.
Para mim, moda e beleza nunca foram apenas sobre aparência. São formas de expressão.
A maneira como uma mulher se veste, se apresenta, cuida de si e ocupa um espaço também pode contar uma história sobre quem ela é.
Mas acredito que a verdadeira beleza começa quando aquilo que mostramos por fora está conectado com aquilo que somos por dentro. Por isso, não quero perder minha identidade para caber em um padrão. Quero usar a moda para expressar quem eu sou, e não para esconder quem eu sou.
Se eu for coroada, quero usar minha voz principalmente para incentivar jovens a acreditarem no próprio potencial e a entenderem que educação, trabalho e determinação podem mudar uma história.
Eu sei o quanto é importante, principalmente quando somos jovens, ter alguém que nos incentive a sonhar mais alto.
Quero falar sobre oportunidades, sobre independência, sobre estudo e sobre a importância de construir um futuro com responsabilidade.
Também quero estar próxima da minha comunidade, participar de ações sociais e fazer com que o título tenha presença além dos eventos e das fotografias.
Porque, para mim, uma Miss não deve ser apenas vista.
Ela deve ser ouvida. E, se eu tiver a oportunidade de ter uma voz maior, quero usá-la para lembrar outras meninas de que elas não precisam diminuir seus sonhos para caber nas expectativas de ninguém.
O que me trouxe até aqui foi a vontade de me desafiar.
Eu sempre fui uma pessoa comunicativa, intensa e que gosta de estar em movimento. Já vivi experiências em que precisei me expor, trabalhar com o público, estar diante das pessoas e assumir responsabilidades.
Mas percebi que um concurso de beleza poderia me desafiar de uma maneira diferente.
Aqui, eu não estou sendo desafiada apenas pela passarela.
Estou sendo desafiada a olhar para mim, reconhecer minhas qualidades, trabalhar minhas inseguranças, melhorar minha comunicação e descobrir até onde consigo chegar.
E talvez seja isso que mais tenha me encantado: perceber que uma coroa pode representar muito mais do que beleza. Ela pode representar processo, coragem, disciplina e transformação.
Eu entrei querendo viver uma experiência. Mas, ao longo desse caminho, comecei a perceber que talvez eu esteja construindo uma versão de mim que eu ainda nem conhecia.
Eu aprendi que ser forte não significa estar bem o tempo inteiro.
Para mim, equilíbrio emocional começa quando reconheço meus limites, respeito meus momentos e não permito que a pressão de ser perfeita me faça esquecer quem eu sou.
Minha rotina envolve trabalho, estudos, preparação e sonhos, e conciliar tudo isso exige disciplina. Mas também aprendi que descansar não é desistir e que desacelerar algumas vezes é necessário para continuar.
Procuro estar perto das pessoas que amo, valorizar minha família, organizar minha rotina e lembrar constantemente do motivo pelo qual comecei.
Também tento não transformar comparação em combustível. Existe sempre alguém mais bonita, alguém mais experiente, alguém mais preparada em alguma coisa. Mas ninguém tem a minha história.
E é nela que eu escolho confiar.
No fim, minha maior responsabilidade não é ser perfeita para os outros. É continuar sendo verdadeira comigo mesma.
As redes sociais fazem parte da minha vida e eu acredito que elas podem ser muito mais do que um lugar para mostrar uma imagem bonita.
Quero utilizá-las para compartilhar minha trajetória de forma verdadeira: meus sonhos, minha preparação, minhas conquistas, meus desafios e também aquilo que aprendo pelo caminho.
Quero que uma menina que esteja me acompanhando consiga olhar para mim e pensar:
“Se ela está tentando, eu também posso tentar.”
Quero mostrar que não existe problema em começar pequeno, em mudar de caminho, em errar, recomeçar e continuar.
Também quero utilizar minha visibilidade para divulgar projetos, iniciativas sociais e mensagens que realmente possam acrescentar algo à vida de quem me acompanha. Porque influência, para mim, não é sobre quantas pessoas olham para você.É sobre quantas pessoas se sentem melhores depois de olhar para você.
Eu diria:
“Não tenha tanta pressa para se tornar quem você acha que precisa ser.”
Eu diria para aquela menina confiar mais em si mesma, parar de duvidar tanto da própria capacidade e entender que nem tudo precisa acontecer no tempo que imaginamos.
Diria para ela não ter medo de mudar de caminho, porque mudar de direção não significa estar perdida.
Diria para ela aproveitar mais os momentos, valorizar mais a família, acreditar nos próprios sonhos e nunca permitir que a opinião de alguém determine o tamanho que ela pode ter.
E principalmente, eu diria:
“Você ainda vai descobrir que é capaz de muito mais do que imagina.”
Hoje eu entendo que aquela menina não precisava ter todas as respostas.
Ela só precisava continuar. E foi exatamente isso que ela fez.
Eu não acredito que mereça esse título simplesmente porque sou bonita.
Acredito que uma Miss precisa carregar muito mais do que uma coroa.
Precisa ter presença, disciplina, comunicação, responsabilidade, empatia e, acima de tudo, propósito.
Eu chego aqui trazendo uma história que ainda está sendo escrita. Uma história de uma jovem que trabalha, estuda, sonha alto, já mudou de caminhos, já enfrentou desafios e continua escolhendo acreditar no próprio potencial.
Eu não quero ser escolhida apenas para vestir uma faixa.
Quero ser escolhida para representar.
Representar meu município, minha família, as pessoas que acreditaram em mim e também todas as meninas que ainda estão tentando descobrir quem querem ser.
Talvez o que me diferencie não seja uma única característica.Talvez seja justamente a soma delas: minha intensidade, minha determinação, minha comunicação, minha vontade de crescer e a coragem de colocar meu coração naquilo que faço.
Se eu receber essa coroa, ela não será o ponto final da minha história.
Será o começo de um capítulo muito maior. E eu quero estar pronta para escrever esse capítulo com coragem, responsabilidade e verdade.